terça-feira, dezembro 13, 2005

Capítulo 9

O valor do achado

O pai de Guilherme nem dormiu direito naquela noite. Nem as crianças, que estavam morrendo de curiosidade. De quem seriam aquelas jóias? E o cacho de cabelo? O que será que estava escrito naquele papel?
No dia seguinte, bem cedo, foram com o pai até uma Universidade. Chegando lá, procuraram o departamento de História. Explicaram o que queriam e, então, foram encaminhados para conversar com o professor Pedro, um especialista em História do Brasil, do século XVI. Ao ver o material que o pai de Guilherme lhe mostrara, o professor ficou eufórico.
- Isto é uma preciosidade. É o tipo de jóia que era usado por aqui, na época do Brasil Colônia. O senhor fez muito bem em ter vindo até aqui. Isto tem um valor inestimável.
- O que é inestimável? Queria saber a Clara.
- É que não tem preço , explicou o professor
- Então a gente não pode vender? Quis saber ela.
- Não, menina. Quando se encontra uma coisa como esta ela pertence ao país. Ao patrimônio cultural. Não deve ser vendida.
- Concordo, mas e aquele papel? Perguntou o pai de Guilherme.